Por sugestão do Tomás, inicio o compartilhamento das idéias e conclusões a que chegamos na reunião da última sexta-feira.
A reunião tinha como objetivo explicar quais foram os primeiros passos no contato com o grupo de Jovens Feministas de São Paulo e organizar as nossas estratégias para delinear o projeto.
Primeiro, a conclusão maior é que os passos do curso oferecido por email pelas Jovens Feministas pretendem nos capacitar como empreendedoras socias. Ou seja, a iniciativa é que todas se mobilizem para aprender a construir um projeto e trabalhar como multiplicadoras das idéias discutidas e desenvolvidas. O ideal é a organização do grupo em rede, já que a visão hierárquica que temos de organização de projetos e de estruturas socias em geral, já diria Virgínia Woolf, é derivada de uma visão patriarcal do mundo. Assim sendo, a reunião também serviria para esclarecermos que a meta é entendermos que o projeto será um resultado das idéias, iniciativas e esforço do todas. Isso requer, como diz o vocabulário da moda, pró-atividade de todas as envolvidas.
Em segundo lugar, como ainda não definimos exatamente o que será a atividade desenvolvida, discutimos quais são as possibilidades e os ativos que temos para transformar em um projeto social empreendedor. A idéia dos workshops e da discussão sobre direitos humanos de mulheres jovens ainda será a base do projeto, mas percebeu-se uma necessidade de configurá-lo para produzir algo mais concreto, inclusive para que a iniciativa possa se multiplicar por repetição no futuro.
Também refletimos sobre quem seriam os parceiros imediatos da nossa iniciativa. Sabemos ter em comum como nossa "comunidade" o espaço da UnB. A discussão sobre gênero é, no entanto, transversal, e a possibilidade de expandir o diálogo, ou mesmo ligar a discussão sobre gênero dentro do nosso espaço mais familiar com aquela feita por outras mulheres próximas geograficamente mas, às vezes, distantes de tantas outras maneiras de nós mesmas, concluiu-se, pode funcionar como motor da experiência. Assim sendo, meu contato com a Renata, coordenadora do núcleo Maria, Maria da CUFA, o do Tomás com as jovens do coletivo V.U.L.V.A - que produz um programa de rádio na UnB e um zine - e o da Juliana com as organizadoras do grupo Interagir vão ser o nosso primeiro passo para a elaboração de um projeto concreto.
A idéia até agora é entrar em contato com esses três grupos. Meu encontro com a Renata é na terça-feira, 10/06, 17hs - se alguém estiver disponível para ir comigo, por favor me contate. Até agora, a idéia é organizarmos os workshops com esses grupos e servir de articulação entre eles.
Após a organização dos workshops com representantes e/ou líderes dos grupos, o ideal é que tenhamos entrado em contato com as demandas e interesses desses a fim de possibilitar um diálogo entre eles que se traduza em algo concreto. Por isso definimos o nosso grupo como uma articulação - trazendo diferentes mulheres, com diferentes experiências, em conjunto na produção de algo, seja um evento de arte, uma manifestação, um zine, um programa de rádio, um pequeno filme, uma organização, ou qualquer outra obra que possa ser continuada e servir como veículo de longo prazo de diálogo. O interessante é que, no processo, elas dialoguem para descobrir o que são e a importância dos direitos humanos das mulheres jovens e as dificuldades em alcançá-los. E nós também, naturalmente.
Por enquanto é isso, e o espaço fica aberto para o brainstorm: dêem suas opiniões, tragam sugestões de outros possíveis grupos a se articularem, apoios a serem buscados, projetos para produzirmos, abordagens para os workshops etc.
Saudações Feministas ;)
2 comentários:
sabe o que eu pensei depois da reunião no natural? que o nome podia ter a ver com 'cidadã', 'cidadania', podendo ter mais algum trocadilho ou complemento que o especifique mais. projeto cidadã, sei lá. importante essa coisa de perceber que esses direitos e esse empoderamento tem a ver com a construção da cidadania...
bjs!
pô, uma boa - mas acho que temos que trabalhar o trocadilho senão fica parecendo coisa do governo?
não sei...
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